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APAE inicia restauro do antigo Patronato de Caxias do Sul
O objetivo é preservar o imóvel e alugá-lo, gerando assim uma renda fixa para a entidade
No mês em que completa 53 anos de atividades, a APAE comemora também o início do restauro do prédio do antigo Patronato de Caxias do Sul, tombado pelo Patrimônio Histórico em 2003. Após o tombamento, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE - proprietária do terreno e do imóvel, recebeu da Prefeitura de Caxias do Sul um bônus, chamado de Índice Construtivo. Transformado em ações comerciais que foram vendidas, esse bônus gerou verba para iniciar a obra de restauro. Esse dinheiro foi depositado em uma conta específica destinada somente à obra.
Originalmente, o prédio contava com 600m², porém, além do que já está construído ainda serão feitos mais 300m² que incluirão banheiros, elevador e acessibilidade. A APAE estima que até o mês de dezembro desse ano 60% da obra estará construída e prevê para outubro de 2011 o restauro finalizado. Para a conclusão, a entidade precisa do apoio de empresas que estejam interessadas em patrocinar o restauro.
Depois de pronto, a ideia da associação é alugar o imóvel para viabilizar uma renda fixa mensal para a APAE, o que vai ajudar a entidade a beneficiar ainda mais as crianç as que são atendidas lá. O imóvel terá acesso próprio, separado da APAE.
História do prédio
Os primeiros patronatos agrícolas brasileiros foram implantados após a proclamação da República. O objetivo desses locais era ensinar crianças abandonadas/órfãs a trabalhar com horticultura, jardinagem, pecuária, e agricultura em geral. Era uma alternativa diferente dos orfanatos e instituições prisionais que existiam na época.
O Patronato Agrícola de Caxias do Sul foi inaugurado em julho de 1928, pelo então governador do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas. Até hoje ainda está na parede a placa de mármore comemorativa &agr ave; essa data.
No dia 1º de agosto do mesmo ano iniciam as aulas no Patronato com 12 alunos inscritos. Nos anos seguintes à inauguração, diversos questionamentos foram levantados contra esse modelo de ensino voltado para o trabalho e já na década de 1930 o Patronato Agrícola de Caxias do Sul é fechado.
No ano de 1937, o então prefeito Dante Marcucci e o Bispo Dom José Barea acertam o repasse do patronato à Ordem dos Irmãos Josefinos, vinculados ao Instituto La Salle. Até 1952, funcionou lá a Escola de Artes e Ofícios. Nesse mesmo ano o prédio é ocupado como alojamento e Escola Normal para meninas, sob administração das Irmãs do Sacré-Coeur de Marie. Na ocasião o local foi ampliado para abrigar refeitório e o alojamento das Irmãs.
Em 1961, as Irmãs deixam o prédio que passa a ser ocupado como alojamento dos funcionários do DAER - Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem - que na época estavam construindo a ponte sobre o Rio das Antas.
No ano seguinte, a creche COMAI utiliza o prédio e empresta duas salas para o então Instituto Mario Toffa, que mais tarde se tornaria APAE. Em 1963, o prédio é utilizado totalmente pela APAE.
Em 1966, na gestão do prefeito Victorio Trez, as terras ao redor do antigo patronato são doadas à APAE, com o objetivo de construir a Escola para Excepcionais e o Instituto de Fisioterapia Profunda.
Depois disso, até 1992 o prédio ficou abandonado, até que o CREA/SEAAQ reformou a ala norte do imóvel e se instalaram ali por um período. Anos depois, o prédio foi tombado pelo Poder Público Municipal.
Originalmente, o prédio contava com 600m², porém, além do que já está construído ainda serão feitos mais 300m² que incluirão banheiros, elevador e acessibilidade. A APAE estima que até o mês de dezembro desse ano 60% da obra estará construída e prevê para outubro de 2011 o restauro finalizado. Para a conclusão, a entidade precisa do apoio de empresas que estejam interessadas em patrocinar o restauro.
Depois de pronto, a ideia da associação é alugar o imóvel para viabilizar uma renda fixa mensal para a APAE, o que vai ajudar a entidade a beneficiar ainda mais as crianç as que são atendidas lá. O imóvel terá acesso próprio, separado da APAE.
História do prédio
Os primeiros patronatos agrícolas brasileiros foram implantados após a proclamação da República. O objetivo desses locais era ensinar crianças abandonadas/órfãs a trabalhar com horticultura, jardinagem, pecuária, e agricultura em geral. Era uma alternativa diferente dos orfanatos e instituições prisionais que existiam na época.
O Patronato Agrícola de Caxias do Sul foi inaugurado em julho de 1928, pelo então governador do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas. Até hoje ainda está na parede a placa de mármore comemorativa &agr ave; essa data.
No dia 1º de agosto do mesmo ano iniciam as aulas no Patronato com 12 alunos inscritos. Nos anos seguintes à inauguração, diversos questionamentos foram levantados contra esse modelo de ensino voltado para o trabalho e já na década de 1930 o Patronato Agrícola de Caxias do Sul é fechado.
No ano de 1937, o então prefeito Dante Marcucci e o Bispo Dom José Barea acertam o repasse do patronato à Ordem dos Irmãos Josefinos, vinculados ao Instituto La Salle. Até 1952, funcionou lá a Escola de Artes e Ofícios. Nesse mesmo ano o prédio é ocupado como alojamento e Escola Normal para meninas, sob administração das Irmãs do Sacré-Coeur de Marie. Na ocasião o local foi ampliado para abrigar refeitório e o alojamento das Irmãs.
Em 1961, as Irmãs deixam o prédio que passa a ser ocupado como alojamento dos funcionários do DAER - Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem - que na época estavam construindo a ponte sobre o Rio das Antas.
No ano seguinte, a creche COMAI utiliza o prédio e empresta duas salas para o então Instituto Mario Toffa, que mais tarde se tornaria APAE. Em 1963, o prédio é utilizado totalmente pela APAE.
Em 1966, na gestão do prefeito Victorio Trez, as terras ao redor do antigo patronato são doadas à APAE, com o objetivo de construir a Escola para Excepcionais e o Instituto de Fisioterapia Profunda.
Depois disso, até 1992 o prédio ficou abandonado, até que o CREA/SEAAQ reformou a ala norte do imóvel e se instalaram ali por um período. Anos depois, o prédio foi tombado pelo Poder Público Municipal.
por Celso Sgorla (Rádio São Francisco), dia 07/09/2010 às 10:43
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