Entre 15 e 20 milhões de litros de vinho entram no país ilegalmente por ano
Prejuízo ao governo pode chegar a R$ 50 milhões
O selo fiscal do vinho que começou a valer para todos os vinhos e espumantes nacionais e os importados comercializados no Brasil deve resolver – ou pelo menos tentar resolver – um dos problemas mais sérios para os produtores da região que trabalham honestamente: a concorrência com a bebida que entra no país ilegalmente.
O diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, diz que não há estatísticas exatas sobre o prejuízo causado à indústria, mas ele calcula que possa chegar a 20 milhões de litros a quantidade de vinho que entra no Brasil ilegalmente todos os anos. Para os produtores, o prejuízo é a concorrência desleal. Para o governo, a quantidade de dinheiro que ele deixa de arrecadar em impostos, montante que pode chegar a R$ 50 milhões.
A região da Serra é a maior produtora de vinhos e espumantes do Brasil. Por consequência, a indústria regional é a mais prejudicada pelo contrabando. Paviani aposta na exigência do selo fiscal para reduzir a quantidade de bebida ilegal no país e a consequente melhora na competitividade dos vinhos e espumantes feitos aqui.
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