Pedágios de Caxias podem subir 11,66% em janeiro
Depois de dois anos sem aumento nas tarifas, as praças do pólo de pedágio de Caxias do Sul devem ter reajuste em janeiro de 2012. Não há uma definição sobre a data nem sobre o valor porque o pedido das concessionárias não foi ainda analisado pelo Daer e pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs).
Mas o presidente da Associação dos Usuários de Rodovias Concedidas, Paulo Alfonso Schneider, informa que o índice que está sendo reivindicado é de 11,66% o que faria com que a tarifa mínima passasse dos atuais R$ 6 para R$ 6,70. Os novos valores devem ser discutidos agora nas duas primeiras semanas de janeiro e a expectativa é de que entrem em vigor até o final do mês.
O pólo de Caxias envolve as praças de cobrança da RS-122 em Farroupilha e Flores da Cunha e da BR-116 em Vila Cristina e São Marcos.
A praça de cobrança de Gramado faz parte de outro pólo, que já tem data e valor definidos. A partir de 1º de janeiro, o pedágio na região das Hortênsias será de R$ 7,50.
A Univias não quis conceder entrevista e encaminhou a seguinte nota:
"Conforme determina o contrato de concessão deve-se aplicar, a partir do 01/01/2012, o reajustamento de tarifas que tem como objetivo o restabelecimento do valor da tarifa para compensar a perda de valor em função da ocorrência da inflação.
Esse reajuste, que não é liberalidade das empresas, decorre da aplicação dos índices indicados no contrato, que refletem a variação dos custos das diversas atividades que incluídas nos serviços prestados pelas concessionárias como por exemplo custo da mão de obra, custo das consultorias, custo das obras etc.
No início do mês de dezembro de 2011, conforme determina o contrato, as concessionárias protocolaram perante o DAER/RS o pedido de homologação dos cálculos para fixação do índice de reajustamento das tarifas. Cabe ao DAER/RS examiná-los e se corretos homologá-los, assim como a intervenção da Agencia Reguladora (AGERGS), órgão ao qual foram igualmente encaminhados os cálculos dos referidos índices.
A ausência de reajustamento representará mais um desequilíbrio que se agrega aos outros já existentes, e, portanto, as concessionárias aguardam uma pronta manifestação dos órgãos citados .
Atenciosamente
CONSORCIO UNIVIAS"
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