Amunor continua a luta para reduzir os acidentes na RS 463
Entre 2006 a 2012 já ocorreram mais de 300 acidentes na rodovia
Continuam os acidentes na RS 463, conforme mostra o levantamento 1º Batalhão Rodoviário de Coxilhal. Com 96 curvas numa extensão de 33 quilômetros, a RS 463, trecho entre Tapejara e Coxilha, é considerada uma das rodovias mais violentas do Estado. No período de 2006 a julho de 2011 ocorreram 280 acidentes. E, de acordo com os últimos números divulgados, entre agosto de 2011 a janeiro de 2012 aconteceram mais 28 acidentes, totalizando 308. O levantamento foi feito pelo comandante do 1º Batalhão Rodoviário de Coxilha, sargento Amauri Carvalho. Para reunir esforços e mobilizar as autoridades estaduais na aprovação por um novo traçado na rodovia, o presidente da Associação dos Municípios do Nordeste Riograndense (Amunor), Ederildo Paparico Bachi, iniciou uma luta no dia 05 de agosto do ano passado, em Tapejara.
Desde o evento até agora o presidente da Amunor, integrada por 18 municípios, continua buscando apoio das lideranças regionais para conseguir uma audiência pública com o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque. “Vamos motivar o maior número de pessoas para que, unidos, universitários, lideranças políticas e sociedade, possamos sensibilizar o governo do Estado. São milhares de pessoas que circulam diariamente pela RS 463 e os acidentes não vão parar”, ressaltou Paparico, ao explicar a razão da pressão incansável por uma solução do problema. “Essa rodovia não liga somente duas cidades, mas dois Estados. Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, completou.
O presidente da Associação dos Universitários Tapejarenses (Autape), Rafael Borille, representando mais de 900 estudantes, se uniu à luta da Amunor para chamar a atenção do governo estadual para o problema. Borille anunciou que a Autape está se organizando para uma manifestação no dia 05 de março, com mais de 1.000 pessoas, no trevo de Tapejara. “As aulas vão começar e até agora nada foi feito para melhorar a situação calamitosa da RS 463 e garantir a segurança das pessoas que transitam pela rodovia. Os acidentes não param e os universitários continuam arriscando suas vidas”, destacou.
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