Definição de Impacto Ambiental

Impacto Ambiental é a alteração no meio ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade. Estas alterações precisam ser quantificadas, pois apresentam variações relativas, podendo ser positivas ou negativas, grandes ou pequenas.
O objetivo de se estudar os impactos ambientais é, principalmente, o de avaliar as conseqüências de algumas ações, para que possa haver a prevenção da qualidade de determinado ambiente que poderá sofrer a execução de certos projetos ou ações, ou logo após a implementação dos mesmos.
PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO: UMA PARCERIA QUE DÁ CERTO!
Antes de se colocar em prática um projeto, seja ele público ou privado, precisamos antes saber mais a respeito do local onde tal projeto será implementado, conhecer melhor o que cada área possui de ambiente natural (atmosfera, hidrosfera, litosfera e biosfera) e ambiente social (infraestrutura material constituída pelo homem e sistemas sociais criados).
O estudo para a avaliação de impacto permite que uma certa questão seja compreendida: proteção e preservação do ambiente e o crescimento e desenvolvimento econômico.
Muitas vezes podemos encontrar grandes áreas impactadas, ou até mesmo países e estados, devido ao rápido desenvolvimento econômico, sem o controle e manutenção dos recursos naturais. A conseqüência pode ser poluição, uso incontrolado de recursos como água e energia etc.
E também podemos encontrar áreas impactadas por causa do subdesenvolvimento, que traz como conseqüência a ocupação urbana indevida em áreas protegidas e falta de saneamento básico.
Avaliar para planejar permite que desenvolvimento econômico e qualidade de vida possam estar caminhando juntas. Depois do ambiente, pode-se realizar um planejamento melhor do uso e manutenção dos recursos utilizados.
CADA CASO É UM CASO
Sabemos que Ambiente tem vários significados para pessoas e realidades diferentes. Não seria então estranho compreendermos que muitos projetos são propostos para ambientes diversos. Então, fazer uma análise ambiental é, antes de tudo, estudar as possíveis mudanças de características sócio-econômicas e biogeofísicas de um determinado local (resultado do plano proposto).
Devemos levar em consideração que nosso planeta é composto por muitos ecossistemas e ambientes com características próprias, não podendo haver um padrão único para o estudo.
O EIA - Estudo de Impacto Ambiental - propõe que quatro pontos básicos sejam primeiramente entendidos, para que depois se faça um estudo e uma avaliação mais específica. São eles:
1 - Desenvolver uma compreensão daquilo que está sendo proposto, o que será feito e o tipo de material usado.
2 - Compreensão total do ambiente afetado. Que ambiente (biogeofísisco e/ou sócio-econômico) será modificado pela ação.
3 - Prever possíveis impactos no ambiente e quantificar as mudanças, projetando a proposta para o futuro.
4 - Divulgar os resultados do estudo para que possam ser utilizados no processo de tomada de decisão.
O EIA também deve atender à legislação expressa na lei de Política Nacional do Meio Ambiente. São elas:
1 - Observar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto, levando em conta a hipótese da não execução do projeto.
2 - Identificar e avaliar os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e operação das atividades.
3 - Definir os limites da área geográfica a ser afetada pelos impactos ( área de influência do projeto), considerando principalmente a “bacia hidrográfica” na qual se localiza;
4 - Levar em conta planos e programas do governo, propostos ou em implantação na área de influência do projeto e se há a possibilidade de serem compatíveis.
É imprenscindível que o EIA seja feito por vários profissionais, de diferentes áreas, trabalhando em conjunto. Esta visão multidisciplinar é rica, para que o estudo seja feito de forma completa e de maneira competente, de modo a sanar todas as dúvidas e problemas.
RIMA
O RIMA - Relatório de Impacto Ambiental - é o relatório que reflete todas as conclusões apresentadas no EIA. Deve ser elaborado de forma objetiva e possível de se compreender, ilustrado por mapas, quadros, gráficos, enfim, por todos os recursos de comunicação visual.
Deve também respeitar o sigilo industrial (se este for solicitado) e pode ser acessível ao público. Para isso, deve constar no relatório:
1 - Objetivos e justificativas do projeto e sua relação com políticas setoriais e planos governamentais.
2 - Descrição e alternativas tecnológicas do projeto ( matéria prima, fontes de energia, resíduos etc.).
3 - Síntese dos diagnósticos ambientais da área de influência do projeto.
4 - Descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação da atividade e dos métodos, técnicas e critérios usados para sua identificação.
5 - Caracterizar a futura qualidade ambiental da área, comparando as diferentes situações da implementação do projeto, bem como a possibilidade da não realização do mesmo.
6 - Descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras em relação aos impactos negativos e o grau de alteração esperado.
7 - Programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos.
8 - Conclusão e comentários gerais.
Deve-se lembrar que a SEMA (Secretaria do Meio Ambiente) fornece o Roteiro Básico para a elaboração do EIA/RIMA e a partir do que poderá se desenvolver um Plano de Trabalho que deverá ser aprovado pela secretaria.

Fonte: Raquel Baraldi Ramos Soares - e-mail: raquel@cdcc.sc.usp.br

Nordeste perdeu um quinto dos reservatórios de água em 2010

A região Nordeste perdeu, entre outubro de 2009 e outubro de 2010, 20% dos reservatórios de água que possuía no período anterior, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). A informação consta em um relatório sobre os recursos hídricos do País, publicado na terça-feira. Segundo a agência, a perda de reservatórios na região se deve à menor quantidade de chuvas.
Na região ficam as bacias do Semiárido, um dos pontos críticos quanto aos recursos hídricos, segundo o relatório. Também são classificadas assim as bacias do rio Meia Ponte, no Centro-Oeste, e a do Tietê, no Sudeste. A definição leva em conta a disponibilidade e o uso de água, além da presença ou não de vegetação nativa e como é feito o tratamento dos resíduos sólidos no local. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a ideia é, a partir dos dados do relatório, “focar os esforços nas áreas críticas”.
Fonte: Folha de São Paulo.

As aves dependem da mata nativa

Como todos os animais, as aves também são imprescindíveis para o equilíbrio do meio ambiente. As aves estão, de forma evolutiva, situadas entre os répteis e os mamíferos e compreendem uma classe numerosa de espécies, divididas em dois subgrupos: as que possuem a capacidade de voar e as que não possuem. Em termos evolucionários as aves se diferem dos répteis pois conseguem controlar a temperatura do corpo, como os mamíferos, ou seja, são homeotérmicos, o que lhes proporciona maior adaptação aos mais diversos ambientes, e por conseqüência uma larga abrangência geográfica.
Parte da avifauna depende de florestas nativas bem preservadas para subsistir, por outro lado, a fragmentação destas áreas através do desmatamento, além de diminuir consideravelmente as populações de espécies de plantas e animais, pode provocar o isolamento de espécies. Desta forma, se faz necessária à preservação das áreas remanescentes da mata Atlântica, que é um dos sete ecossistemas mais ricos e ameaçados do planeta, para a sobrevivência das espécies endêmicas (ou seja, aquelas que são encontradas somente na Mata Atlântica).
Em um estudo realizado demonstrou-se que a diminuição das florestas primárias (isto é, florestas que não sofreram muita intervenção humana) tem contribuído significativamente para o declínio das populações de aves, sendo que das 174 espécies endêmicas de aves encontradas no Brasil, 44 (25,29% das espécies do Brasil) são endêmicas do estado de Santa Catarina e 36 (81,82% do estado e 20,69% das espécies endêmicas do Brasil) são endêmicas da Mata Atlântica remanescente neste estado. Cerca de 60% das espécies de animais ameaçadas de extinção no Brasil estão restritas aos 8% remanescentes deste importantíssimo ecossistema, confirmando a necessidade urgente de preservação destas áreas, bem como de todas áreas preservadas de florestas, para garantirmos uma maior biodiversidade no futuro.
Fonte: Instituto Rã-bugio

Campanha de preservação pretende retirar araucária da lista de ameaçadas de extinção

A preocupação com a extinção da floresta de araucárias no Brasil está motivando a rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA) a desencadear a Campanha SOS Araucárias. A escolha pela preservação das áreas se deve a constatação de que a floresta encontra-se no topo da lista das espécies da flora ameaçadas de extinção, estimando-se que restam apenas 3% da mata nativa.
De acordo com a RMA, em Santa Catarina dispõe de 16% da floresta de araucárias, enquanto nas regiões Sul e Sudeste, a devastação já alcançou os 93%, restando aproximadamente 7% de árvores desta variedade nativas.
A campanha está sendo desencadeada desde novembro e, através de um documento solicitando medidas urgentes para proteger as áreas remanescentes, as pessoas poderão enviar mensagem ao Presidente da República reivindicando uma política efetiva de proteção à floresta de araucárias pelo site www.rma.org.br.

“Precisamos ampliar ao máximo a adesão das pessoas e entidades para conscientizar o governo quanto à elaboração de um projeto visando reverter esta situação de emergência”, explica a coordenadora geral da RMA, Miriam Prochnow, que esteve no final de semana participando do lançamento do projeto “De Olho no Ambiente”, desenvolvido, em Balneário Camboriú, pela Petrobras, em parceria com o Grupo Pau-Campeche, de Florianópolis.
Durante o lançamento do projeto, no sábado (17), autoridades, e ambientalistas estiveram reunidos com o objetivo de conscientizar a população para a importância da preservação dos recursos hídricos, saneamento básico e do uso racional de água. Até o dia 15 de fevereiro, diversas atividades de sensibilização serão desenvolvidas, destaque para o fórum de debates que levantará iniciativas de proteção do meio ambiente às autoridades municipais, estaduais e federais, sugerindo programas de preservação da água e convênios para a execução das propostas.
Numa arena de 1.000 metros quadrados, montada no Pontal Norte, em Balneário Camboriú, moradores e veranistas poderão conhecer os projetos ambientais da Petrobras e obter informações sobre os principais rios do Estado, problemas que afetam as bacias hidrográficas, como poluição e destruição da mata ciliar, além de saneamento básico, salinização e tratamento da água.
Segundo o coordenador de projetos ambientais do Ativo Sul da Petrobras, em Itajaí, Guy Gomes Siegl, o projeto “De Olho no Ambiente” representará nos próximos dois anos investimentos de cerca de R$ 3,6 milhões e vai levantar os problemas relacionados a recursos hídricos, saneamento e economia de água. “Nesta primeira etapa o projeto pretende buscar soluções para evitar a escassez da água”, salienta.
“Trata-se de um somatório de esforços da Petrobras e do Grupo Pau-Campeche em busca de soluções adequadas para preservar os recursos hídricos existente”, completa o presidente da entidade, João de Deus Medeiros.

Mobilização

A Rede de ONGs da Mata Atlântica reúne 257 organizações não-governamentais distribuídos em 17 Estados brasileiros e a Campanha SOS Araucárias, que segue até março deste ano, é uma das várias bandeiras levantadas pela entidade. “A questão das florestas de araucárias é um assunto interestadual e estamos buscando medidas urgentes para proteger as áreas remanescentes. Para barrar o desmatamento de araucárias, nossa intenção é de propor ao governo federal a criação de parques e reservas ambientais”, frisa Miriam Prochnow, coordenadora geral da RMA e também presidente da Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí (Apremavi), com sede em Rio do Sul.
Em 2001, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou a Resolução nº 278, suspendendo temporariamente as autorizações de corte e exploração de das espécies ameaçadas de extinção na Mata Atlântica. A proibição do corte e comercialização também inclui a araucária.
Fonte: Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina

Reciclagem do lixo muito mais que uma solução

Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que jogamos fora. A palavra reciclagem foi introduzida ao vocabulário internacional no final da década de 80, quando foi constatado que as fontes de petróleo e outras matérias-primas não renováveis estão se esgotando. Mesmo assim, o assunto parece não interessar grande parte da população, o que é lamentável.
Para compreendermos a reciclagem é importante “reciclarmos” o conceito que temos de lixo, deixando de enxergá-lo como uma coisa suja e inútil em sua totalidade. Grande parte dos materiais que vão para o lixo podem (e deveriam) ser reciclados. Tendo em vista o tempo de decomposição natural de alguns materiais como o plástico (450 anos), o vidro (5.000 anos), a lata (100 anos), o alumínio ( de 200 a 500 anos), faz-se necessário o desenvolvimento de uma consciência ambientalista para uma melhoria da qualidade de vida atual e para que haja condições ambientais favoráveis à vida das futuras gerações.
Atualmente a produção anual de lixo em todo o planeta é de aproximadamente 400 milhões de toneladas. O que fazer e onde colocar tanto lixo é um dos maiores desafios deste final de século.
A Reciclagem é uma alternativa para amenizar o problema, porém, é necessário o engajamento da população para realizar esta ação. O primeiro passo é perceber que o lixo é fonte de riqueza e que para ser reciclado deve ser separado. Ele pode ser separado de diversas maneiras e a mais simples é separar o lixo orgânico do inorgânico (lixo molhado/lixo seco). Esta é uma ação simples e de grande valor. Os catadores de lixo, o

Fonte: Projeto Apoema - Educação Ambiental

REGIÃO HIDROGRÁFICA DO GUAÍBA

A bacia hidrográfica do sistema Taquari-Antas situa-se na região nordeste do estado do Rio Grande do Sul, abrangendo uma área de 26.428 km2, equivalente a 9% do território estadual, e 98 municípios, inseridos total ou parcialmente. Limita-se ao norte com a bacia do rio Pelotas, a oeste e ao sul com a bacia do rio Jacuí e a leste com as bacias dos rios Caí e Sinos. Trata-se do principal afluente do rio Jacuí, maior formador do Guaíba.
O rio Taquari nasce no extremo leste do Planalto dos Campos Gerais, com a denominação de rio das Antas, até a confluência com o rio Guaporé, nas imediações da cidade de Muçum. A partir daí passa a denominar-se Taquari, desembocando no rio Jacuí, junto à cidade de Triunfo. Seus principais afluentes pela margem esquerda são os rios Camisas, Tainhas e Lajeado Grande e São Marcos, e pela margem direita, os rios Quebra-Dentes, da Prata, Carreiro, Guaporé, Forqueta e Taquari-Mirim.
Devido à sua magnitude, esta bacia possui características físicas e antrópicas diferenciadas: áreas de alto índice de industrialização, áreas com predomínio de produção primária, zonas intensamente urbanizadas e riscos de ocorrência de enchentes, entre outras. Uma das regiões mais desenvolvidas do Estado, o Aglomerado Urbano do Nordeste, encontra-se nesta bacia hidrográfica.
Os municípios integrantes desta bacia concentram 20% do PIB estadual, caracterizando-se por possuírem a base econômica voltada para um setor industrial em crescimento. Por outro lado, o Índice de Desenvolvimento Social apresentou um valor inferior à média do Estado: 0,67 contra 0, 74.
Representando cerca de 16% da população estadual, os municípios integrantes da bacia do Taquari-Antas caracterizam-se por um elevado grau de urbanização, por uma densidade demográfica de 40 hab/km2 e por uma taxa de crescimento populacional próxima à média do Estado.
O rio Taquari-Antas tem suas nascentes nos municípios de Cambará do Sul, Bom Jesus e São José dos Ausentes, numa região de baixa densidade populacional, onde predomina a criação extensiva de gado. Esta paisagem começa a se transformar na altura de Antônio Prado, onde predomina a pequena propriedade com utilização intensiva, já com densidades mais elevadas.
O trecho mais significativo em termos de uso e ocupação do solo está compreendido entre os municípios de Antônio Prado e Veranópolis, concentrando 50% da população e 57% das indústrias da bacia. Quanto ao uso agrícola, destacam-se em área cultivada as bacias de drenagem dos rios Carreiro, Forqueta e das Antas, predominando as culturas de milho e soja. Além destas culturas, o arroz também é cultivado nas partes mais planas, ao sul da bacia.
A área ocupada por uma ampla variedade de cultivos agrícolas é maior do que um milhão de hectares, gerando problemas relativos à utilização de agrotóxicos e adubos químicos, aos processos erosivos, com conseqüente aumento da turbidez, e ao assoreamento.
A análise dos solos da bacia demonstra fortes limitações quanto aos aspectos pedológicos para o desenvolvimento da agricultura de forma mais intensa, tais como restrições quanto à fertilidade e às variações na profundidade do perfil, limitações ligadas ao relevo ou à drenagem e alto risco de erosão.
Em 1993, haviam 8.123 indústrias na bacia do Taquari-Antas, destacando-se os ramos de vestuário e artefatos de tecidos, metalúrgica, madeira, produtos alimentares, mobiliário, calçados e minerais não metálicos.
Conjugando parâmetros climáticos e geomorfológicos, pode-se dividir esta bacia hidrográfica em três sub-áreas:
Depressão Central, com temperaturas mais elevadas (subtropical); Campos de Cima da Serra, com temperaturas mais baixas (temperado); Encosta e Serra do Nordeste, onde ocorre a transição entre os climas subtropical e temperado.
Quanto à vegetação, a bacia do rio Taquari-Antas apresenta quatro regiões fitoecológicas associadas à Mata Atlântica e consideradas como zona de transição: Savana, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Decidual e Áreas de Tensão Ecológica. Ainda podem ser observados diversos ambientes onde a vegetação natural encontra-se em satisfatório nível de preservação, localizados nas encostas íngremes dos vales, de difícil acesso e impróprios a práticas agrícolas. Os locais mais preservados acham-se representados por dez unidades de conservação correspondentes a 16.000 ha, sendo a mais importante a do Parque Nacional dos Aparados da Serra, no município de Cambará do Sul.
Hidrologicamente, pode ser caracterizada por regimes torrenciais, de escoamentos superficiais rápidos e bruscas variações de descargas, por apresentar declividade média elevada, rede de drenagem densa com tendência radial, pouca cobertura vegetal, pouca profundidade e baixa permeabilidade dos solos.
A vazão média do rio Taquari, medida em Muçum, durante o período de 1940 a 1982, foi de 321 m3/s. As descargas máximas observadas atingiram valores na ordem de 10.300 m3/s, enquanto as mínimas estiveram entre 10 e 20 m3/s.
As grandes flutuações de vazão são subseqüentes à ocorrência de chuvas contínuas, distribuídas em áreas extensas da bacia, concentrando rapidamente grandes volumes de água, que se propagam com velocidade rio abaixo. Durante as cheias de setembro de 1967, por exemplo, os picos de enchentes em dois postos distantes 380 Km um do outro, ocorreram com intervalo inferior a 24 horas.
O efeito de remanso provocado pela elevação do nível do rio Jacuí a partir do delta para montante agrava os problemas de cheias nas áreas de baixa declividade, ocasionando prejuízos consideráveis à agricultura e ao sistema viário. A zona urbana dos municípios do baixo Taquari, especialmente Lajeado e Estrela, foi inundada em cinco ocasiões nos últimos dez anos, acarretando enormes prejuízos à economia e à infra-estrutura urbana dessas cidades.
De acordo com as características geomorfológicas e hidrológicas, a bacia do Taquari-Antas pode ser dividida em três trechos distintos:
• O primeiro trecho está compreendido entre as nascentes e a foz do rio Quebra-Dentes, corre na direção leste-oeste, perfaz 183 Km de extensão, com uma declividade média de 4,8 m/Km, caracterizando-se por possuir declividade acentuada, com rios encaixados e muitas corredeiras.
• O segundo trecho, compreendido entre a foz do rio Quebra-Dentes e a foz do rio Guaporé, tem a direção predominante nordeste-sudoeste, com uma extensão de 207 Km e uma declividade média de 1,6 m/Km, caracterizando-se por uma declividade menos acentuada, mas ainda apresentando vales encaixados e algumas corredeiras.
• O último trecho, já com denominação de Taquari, começa na foz do rio Guaporé e termina na confluência com o rio Jacuí, seguindo a direção predominante norte-sul e apresentando uma extensão de 140 Km e uma declividade média de 0,2 m/Km. Caracteriza-se como um rio de planície, com pouca declividade e raras corredeiras.
Fonte: FEPAM

Inicia nova fase da pesquisa do Projeto Lagoas Costeiras

O Projeto LACOS – Gestão Sustentável das Lagoas Costeiras do Litoral Médio e Sul do Estado do Rio Grande do Sul, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Caxias do Sul (UCS), com patrocínio do Programa Petrobras Ambiental, iniciou a segunda etapa de pesquisas. Depois da primeira fase, desenvolvida entre maio de 2007 e maio de 2009, nos municípios de Mostardas, Tavares, São José do Norte e Santa Vitória do Palmar, o projeto Lagoas Costeiras II vai se dedicar à gestão sustentada dos recursos hídricos dos municípios de Cidreira, Balneário Pinhal e Palmares do Sul.
O lançamento do projeto Lagoas Costeiras II (LACOS II) foi realizado no dia 28 de junho, na Sala Florense, no Bloco M da UCS. Entre os presentes ao ato, o reitor da UCS, professor Isidoro Zorzi, autoridades acadêmicas, o coordenador do projeto, professor Alois Schäfer, do Centro de Ciências Agrárias e Biológicas, e o gestor de projetos da Petrobras, Marcos Vinícius Almeida.
O lançamento ocorreu também no município de Palmares do Sul e Cidreira, que foram contemplados pela pesquisa. As ações do LACOS II iniciaram-se em abril deste ano e vão até março de 2013. A equipe multidisciplinar da UCS é formada por cinco professores pesquisadores, sete técnicos e 14 alunos bolsistas de iniciação científica do curso de Ciências Biológicas.

Fonte: Universidade de Caxias do Sul.

Peixe-boi marinho é exemplo de preservação no Litoral do Piauí

Há 10 anos, o município de Cajueiro da Praia, litoral do Piauí, abriga um projeto que serve de exemplo para o mundo em termos de preservação da espécie. O Projeto Peixe-Boi Marinho é executado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em co-gestão com a Fundação Mamíferos Aquáticos e patrocínio oficial da Petrobras, parceria com a prefeitura e apoio da comunidade local. O projeto é o único no planeta onde é executado o monitoramento das espécies em mar aberto.

Primeiro município brasileiro a conceder o título de patrimônio natural ao peixe-boi marinho, Cajueiro da Praia registrou, em 2005, o nascimento de um filhote da espécie. Ao todo, nasceram no local quatro filhotes. Colaboradores do projeto e pescadores da região informaram aos técnicos e veterinários do Ibama a ocorrência de um parto registrado naturalmente, sem interferência humana, de fêmea nativa, a uma distância de cinco metros da linha de praia. O filhote nasceu com aproximadamente 1,30 m e a mãe é uma fêmea juvenil. O mamífero é o símbolo do lugar e foi adotado como Patrimônio Natural do município.

Segundo o analista ambiental da Área de Proteção Ambiental (APA) do Delta de Parnaíba, André Almeida, Cajueiro da Praia abriga um dos pontos de monitoramento do peixe-boi marinho. A sede do projeto fica em Itamaracá, Pernambuco. Lá, eles são monitorados em cativeiro. “Aqui o projeto é inovador porque a espécie encontra todas as condições de sobreviver em seu habitat natural, sem sofrer encalhe, quando fica presa na praia, ameaçada, porque no mar não há mais alimento para sua sobrevivência”, explicou. Inclusive a faixa litorânea do município de Cajueiro faz parte da APA do Delta e a existência no local desses dóceis animais se reproduzindo sem a interferência do homem foi um dos motivos para a criação da APA.

Os peixes-bois marinhos vivem no estuário do Rio Timonha e já foram vistos até na praia de Cajueiro, no mesmo município de Cajueiro da Praia. Almeida informou que não tem como precisar o número deles, pois não foram marcados. “Já foram vistos nove, mas sabemos, por estimativa, que há vinte e dois”, informou.

Além de evitar a extinção do peixe-boi, já ameaçado, a comunidade pode ainda, com um projeto de infra-estrutura, ativar o turismo da região.

Fonte: 360graus.com.br

Corpus Christi é celebrado com distribuição de mudas em Caxias

Um gesto de preocupação com a preservação do Meio Ambiente ocorreu nesta quinta-feira (23) em Caxias do Sul. Por ocasião da celebração de Corpus Christi, a Catedral Diocesana e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, promoveram a distribuição de mudas frutíferas e nativas para a população após a missa.
O pároco da Catedral, Leomar Brustolin destacou esse gesto como sendo uma demonstração de preocupação em relação à natureza. Este ato ocorreu em função da Campanha da Fraternidade que refletiu sobre a preservação ambiental.

Conceito de sustentabilidade

Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.